As mudanças no quadro estatutário da Universidade do Minho e das suas unidades orgânicas vieram introduzir diferenças substanciais nos órgãos de governo. Os estudantes têm agora oportunidade de participar nas mais importantes decisões do Instituto de Ciências Sociais (ICS) através dos seus representantes no Conselho do Instituto (CI).
Este órgão, ao qual nos candidatamos, tem como principais funções definir as linhas gerais de orientação do instituto, aprovar os regulamentos internos, o plano anual de actividades, o orçamento e o relatório anual de contas, bem como eleger o presidente do Instituto. Isto significa que os estudantes passam a ter a oportunidade de defender, legitimamente e em sede própria, os seus interesses através do debate e direito de voto sobre as mais importantes matérias.
A eleição de estudantes para o CI é de uma importância fulcral, porque cada ciclo de estudantes terá um representante que estará em condições de defender os seus pares. A lista que constituímos pretende não só representar todos os ciclos de estudo, mas também todos os cursos ministrados no Instituto, pautando-se por uma política de proximidade com todos os estudantes.
É nesse sentido que a lista inclui pelo menos um estudante de cada curso do ICS, dando-nos a oportunidade de poder ouvir as mais diversas opiniões e perceber as necessidades de cada um.
O nosso Instituto abrange cinco Ciências Sociais. Contudo, as actividades lectivas dividem-se entre os campi de Gualtar e Azurém, o que nos coloca um entrave na comunicação. Ora, o nosso projecto reduz, desde logo, essa dificuldade de comunicação entre os dois pólos pelo facto de incluir alunos de todos os cursos do ICS.
Um dos graves problemas com que nos deparamos é a dificuldade de acesso aos livros das Ciências Sociais, especialmente desde o encerramento da biblioteca do Instituto. As obras que pertenciam à nossa biblioteca e que foram transferidas para a Biblioteca Geral da Universidade do Minho (BGUM) têm há muito o processo de catalogação paralisado, o que impede o acesso a muitas dessas obras.
O fecho da biblioteca, por si só, já foi uma decisão difícil. E são raros os estudantes que não repararam na ausência deste espaço onde podíamos facilmente aceder a revistas científicas e aos livros específicos das Ciências Sociais. A este problema e à inacessibilidade a essas obras no espaço do ICS, a passagem para a BGUM não melhorou a situação.
Uma questão pertinente é o da insuficiência de material audiovisual para os alunos de Ciências da Comunicação. Bem sabemos como esses materiais assumem um papel cada vez maior na aprendizagem, pelo que a insuficiência e dificuldades no acesso colocam obstáculos à aprendizagem dos alunos desse curso. A esta questão junta-se a da pouca preparação dos estudantes para manusear o material, especialmente nos primeiros anos de ensino. Esta é uma falha que consideramos de urgente colmatação.
O edifício ICS não é uma infra-estrutura muito grande, mas os espaços existentes estão desaproveitados e podiam ser colocados ao serviço dos estudantes. Defendemos nomeadamente o alargamento das áreas de utilização estudantil. Este facto é bem exemplificado com a situação dos núcleos de alunos, que actualmente se vêem obrigados a partilhar um único gabinete onde o espaço é escasso.
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